segunda-feira, 19 de setembro de 2016

10 motivos para viajar para a Eslovênia

Cada vez mais turistas escolhem a Eslovênia como destinopara aproveitar as férias. Aqui estão dez motivos para visitá-la.

01. Visitar o Lago Bled. É uma vista magnífica, digna dos contos de fadas. Fica localizado em Bled, uma pequena cidade ao norte de Liubliana, famosa por seu castelo e pela Igreja da Assunção, localizada na pequena ilha no meio do lago, aonde chegamos de barco. O castelo fica, impassível, no topo de um penhasco de aproximadamente 130 metros. Certamente, a vista panorâmica permanece para sempre em nossas retinas.

02. Uma visita ao Castelo de Predjama. É um dos locais mais fotografados da Eslovênia. O castelo foi construído em uma caverna na montanha – uma fortaleza de difícil acesso e de dar arrepios. Em seu percurso, podemos ver masmorras e outros locais como estábulos e capelas.

03. Cavernade Postojna. Nada menos que 21 km de galerias e salões, que nos oferecem um verdadeiro paraíso de estalactites. Em uma hora e meia no pequeno trem e a pé, vemos, em seu interior, as formações mais curiosas já criadas pela natureza.

04. As cavernas Škocjan e seu ambiente natural, que constam na lista de Patrimônios da Humanidade da UNESCO. Ao entrar nessas cavernas, você descobrirá porque. É realmente impressionante o quão alto é em algumas de suas cavidades, de até 120m de largura e 30m de altura.

05. Descansar em alguma de suas praias. A Eslovênia tem apenas 40km de costa, mas vale a pena tomar um banho de mar em alguma praia ou enseada. As águas claras típicas do Adrático nos encantam enquanto nos refrescamos. As praias mais turísticas são Fiesa e Piran.


06. Praticar qualquer esporte que nos oferece a geografia do lugar. Trilhas, rafting, escalada, paraglide, caiaque, ciclismo... A Eslovênia é um país de esportistas, afinal sua natureza oferece o cenário ideal para a prática de quase todo esporte.

07. A cozinha local, que é uma mistura de sabores e culturas. Podemos degustar as influências italiana, austríaca, húngara. Sopas cumprem o papel principal, mas não podemos negar a qualidade das carnes e salsichas. 

08. Um passeio por Liubliana, também chamada de Pequena Veneza, localizada na área central. Podemos visitar inúmeros lugares como o Castelo Medival, a Catedral, a Igreja Franciscana, e claro, a famosa Ponte do Dragão. Depois do almoço, recomendamos um passeio no Parque Tivoli ou nos pântanos de Liubliana.

09. Sua boa comunicação com a Espanha. Agora várias companhias de baixo custo tem vôos para ou saindo de Veneza. De lá, é possível chegar à Eslovênia de trem, carro ou ônibus. Uma outra opção é pegar um vôo para Trieste, e de lá organizar sua viagem.

10. E, finalmente, caso você ainda não conheça o paraíso, chegou a hora de conhecê-lo, afinal, a Eslovênia supreende a todos por sua beleza e hospitalidade de seus habitantes.

Foto: V. Treven

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Piran e seu filho mais famoso - Tartini

Piran tem sido há tempos um dos principais destinos turísticos da Eslovênia. Esta pequena cidade pitoresca vem se esticando ao longo da península no norte do Adriático, e fascina visitantes do mundo todo com suas estreitas ruas medievais e casas compactas.

A área foi estabelecida pelas tribos da Ilíria e posteriormente incorporada ao Império Romano, no século II AC. Depois de muitos outros governantes, incluindo o Santo Império Romano, Piran foi tomada pela República Veneziana no século XIV, o que impactou a cidade permanentemente. Os visitantes ainda podem admirar inúmeras vilas e igrejas da época, que foram diretamente influenciadas pela arquitetura de Veneza. Outras artes ganharam destaque naquela época, especialmente a música - Piran é o berço do compositor barroco Giuseppe Tartini, nascido em 1692. Seu pai se mudou de Florença para Piran por motivos de comércio. Piran se tornou um importante centro comercial devido a sua posição estratégica e abundância de bens locais de alta qualidade, como sal, vinho e azeite. Sua mãe era aristocrata, logo, Giuseppe foi educado nas melhores escolas locais e depois continuou seus estudos em Pádua, Assis e Ancona.


Os talentos de Tartini se desenvolveram tremendamente, e em 1721, ele foi nomeado Maestro di Cappella na Basilica di Sant'Antonio em Pádua, com um contrato que lhe permitia tocar para outras instituições se assim desejasse. Também vale mencionar que, em 1715, Tartini se tornou o primeiro dono de um violino feito por Antonio Stradivari.

Ele se mudou para Praga por um curto período de tempo, e depois retornou a Pádua, onde abriu uma escola de violino, que atraiu estudantes de toda a Europa. Gradualmente, Tartini foi se interessando pela teoria de harmonia e acústica, e, de 1750 até o fim da vida, publicou vários tratados. Tartini morreu em 1770 em Pádua, onde foi também enterrado. Ele nos deixou um tremendo opus de 130 concertos e mais de 170 sonatas para violino. Seu trabalho principal foi a sonata O Trilo do Diabo, que conforme reza a lenda, foi tocada pelo próprio diabo para Tartini num sonho. Assim que Tartini acordou, escreveu as notas para que não as esquecesse.

Se você tiver a sorte de estar em Piran durante alguma temporada de concertos com esta obra famosa e complexa, não hesite em comprar bilhetes. Caso contrário, basta aproveitar um bom passeio pela praça central rodeada de vilas venezianas que carregam o nome de Tartini.

Como Piran é realmente uma das maiores belezas da Eslovênia e uma cidade que não se pode deixar de visitar, ela está presente na maioria de nossos itinerários. Dê uma olhada e escolha o que você preferir.