segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Lipizzano – o orgulho da Eslovênia

Elegantes, inteligentes, sociais e brancos como a neve, os Lipizzanos são os melhores cavalos de equitação do mundo. Sem mencionar seu pedigree, que pode ser rastreado através dos séculos e comparados àqueles da realeza – com razão, afinal o Lipizzano é realmente um cavalo real. Tudo começou em 1580, quando a maior parte das terras eslovenas estava sob o comando de Hasburg. Charles, o arquiduque austríaco, fundou um haras no vilarejo de Karst de Lipica, para a Escola Espanhola de Equitação de Viena. Os priemiros cavalos neste estábulo eram uma mistura de cavalos andaluzes da Espanha e da raça local de Karst, que outrora eram usados para puxar as carruagens romanas. Dois séculos depois, os genes de cavalos árabes brancos foram adicionados à mistura e nasceu o Lipizzano.


O Lipizzano desfrutou de sua glória até o século XX e a queda do Império Austro-Húngaro, após a Primeira Guerra Mundial. O rebanho foi transferido para a Hungria e para a Áustria, e posteriormente, para a Boêmia, pelos alemães durante a Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra, o exército americano os embarcou para a Itália junto com os livros genealógicos. O haras em Lipica reabriu em 1947, quando 11 cavalos retornaram ao seu local de origem. O trabalho árduo durante as décadas seguintes valeu a pena, e hoje Lipica possui um grande número desses cavalos garanhões. Há também uma escola de equitação em pleno funcionamento, que organiza shows espetaculares, para serem admirados por visitantes do mundo inteiro.

Embora hoje em dia o Lipizzano esteja sendo criado em muitas partes da Europa, os eslovenos ficam orgulhosos em dizer que esses cavalos são seus, e a figura do cavalo está até gravada nas costas de suas moedas de Euro. Convidamos você a vir conhecer esses lindos cavalos em Lipica. Uma das formas de faze-lo é pedalando pela Eslovênia, onde você vai encontrar diversas outras pérolas.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Terra do Kozolec

O kozolec é uma estrutura de madeira usada na secagem de feno e pode ser encontrado em quase todos os cantos da Eslovênia. Ele já se tornou um importante símbolo nacional. Durante séculos, os fazendeiros alpinos vêm pendurando feno em seus suportes para que a secagem seja mais rápida e eficiente. Ao longo do tempo, desenvolveram diferentes tipos de kozolec: desde os mais simples independentes, até os mais complexos, chamados toplarji, que são cobertos por um telhado e possuem estocagem para feno seco. O kozolec era tradicionalmente feito de carvalho, mas atualmente muitos possuem estrutura de concreto e telhados de material moderno. Embora seja uma estrutura prática, o kozolec é comumente projetado de forma mais artística, o que demonstra sua importância na cultura eslovena. Cerca de 80% dos kozolecs do mundo podem ser encontrados na Eslovênia. Os demais estão localizados na província italiana de Friuli e na região do Sudeste do Tirol, na Áustria. Existe pelo menos um kozolec no Reino Unido, que foi dado a Charles, príncipe do País de Gales, quando esteve em visita à Eslovênia. Ele o supostamente mantém em uma de suas propriedades.


Mas o que seria da terra do kozolec sem um museu dedicado a ele? Aberto em 2013 em Šentrupert, no sudeste do país, este museu a céu aberto possui 19 aparelhos de secagem de feno, o que inclui 17 kozolecs, o mais velho datado de 1795. De qualquer forma, não é necessário entrar no museu para notar os numerosos kozolec espalhados por toda a Eslovênia. Pode-se dizer que o país inteiro é um museu a céu aberto. Os mais famosos ficam em Studor no vale de Bohinj, mas também recomendamos uma visita ao Kozolec Simončič no vale de Mirna - construído em 1936, tem uma decoração esplêndida com motivos de plantas. É tão bonito, que em 2001 foi declarado um monumento cultural de importância nacional e é o único kozolec que possui esse status.

Para digirir entre os mais de 500 kozolecs do vale de Mirna e outros monumentos e prédios de importância cultural na Eslovênia, recomendamos um dos nossos programas personalizáveis.

Foto: www.bohinj.si

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

10 motivos para viajar para a Eslovênia

Cada vez mais turistas escolhem a Eslovênia como destinopara aproveitar as férias. Aqui estão dez motivos para visitá-la.

01. Visitar o Lago Bled. É uma vista magnífica, digna dos contos de fadas. Fica localizado em Bled, uma pequena cidade ao norte de Liubliana, famosa por seu castelo e pela Igreja da Assunção, localizada na pequena ilha no meio do lago, aonde chegamos de barco. O castelo fica, impassível, no topo de um penhasco de aproximadamente 130 metros. Certamente, a vista panorâmica permanece para sempre em nossas retinas.

02. Uma visita ao Castelo de Predjama. É um dos locais mais fotografados da Eslovênia. O castelo foi construído em uma caverna na montanha – uma fortaleza de difícil acesso e de dar arrepios. Em seu percurso, podemos ver masmorras e outros locais como estábulos e capelas.

03. Cavernade Postojna. Nada menos que 21 km de galerias e salões, que nos oferecem um verdadeiro paraíso de estalactites. Em uma hora e meia no pequeno trem e a pé, vemos, em seu interior, as formações mais curiosas já criadas pela natureza.

04. As cavernas Škocjan e seu ambiente natural, que constam na lista de Patrimônios da Humanidade da UNESCO. Ao entrar nessas cavernas, você descobrirá porque. É realmente impressionante o quão alto é em algumas de suas cavidades, de até 120m de largura e 30m de altura.

05. Descansar em alguma de suas praias. A Eslovênia tem apenas 40km de costa, mas vale a pena tomar um banho de mar em alguma praia ou enseada. As águas claras típicas do Adrático nos encantam enquanto nos refrescamos. As praias mais turísticas são Fiesa e Piran.


06. Praticar qualquer esporte que nos oferece a geografia do lugar. Trilhas, rafting, escalada, paraglide, caiaque, ciclismo... A Eslovênia é um país de esportistas, afinal sua natureza oferece o cenário ideal para a prática de quase todo esporte.

07. A cozinha local, que é uma mistura de sabores e culturas. Podemos degustar as influências italiana, austríaca, húngara. Sopas cumprem o papel principal, mas não podemos negar a qualidade das carnes e salsichas. 

08. Um passeio por Liubliana, também chamada de Pequena Veneza, localizada na área central. Podemos visitar inúmeros lugares como o Castelo Medival, a Catedral, a Igreja Franciscana, e claro, a famosa Ponte do Dragão. Depois do almoço, recomendamos um passeio no Parque Tivoli ou nos pântanos de Liubliana.

09. Sua boa comunicação com a Espanha. Agora várias companhias de baixo custo tem vôos para ou saindo de Veneza. De lá, é possível chegar à Eslovênia de trem, carro ou ônibus. Uma outra opção é pegar um vôo para Trieste, e de lá organizar sua viagem.

10. E, finalmente, caso você ainda não conheça o paraíso, chegou a hora de conhecê-lo, afinal, a Eslovênia supreende a todos por sua beleza e hospitalidade de seus habitantes.

Foto: V. Treven

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Piran e seu filho mais famoso - Tartini

Piran tem sido há tempos um dos principais destinos turísticos da Eslovênia. Esta pequena cidade pitoresca vem se esticando ao longo da península no norte do Adriático, e fascina visitantes do mundo todo com suas estreitas ruas medievais e casas compactas.

A área foi estabelecida pelas tribos da Ilíria e posteriormente incorporada ao Império Romano, no século II AC. Depois de muitos outros governantes, incluindo o Santo Império Romano, Piran foi tomada pela República Veneziana no século XIV, o que impactou a cidade permanentemente. Os visitantes ainda podem admirar inúmeras vilas e igrejas da época, que foram diretamente influenciadas pela arquitetura de Veneza. Outras artes ganharam destaque naquela época, especialmente a música - Piran é o berço do compositor barroco Giuseppe Tartini, nascido em 1692. Seu pai se mudou de Florença para Piran por motivos de comércio. Piran se tornou um importante centro comercial devido a sua posição estratégica e abundância de bens locais de alta qualidade, como sal, vinho e azeite. Sua mãe era aristocrata, logo, Giuseppe foi educado nas melhores escolas locais e depois continuou seus estudos em Pádua, Assis e Ancona.


Os talentos de Tartini se desenvolveram tremendamente, e em 1721, ele foi nomeado Maestro di Cappella na Basilica di Sant'Antonio em Pádua, com um contrato que lhe permitia tocar para outras instituições se assim desejasse. Também vale mencionar que, em 1715, Tartini se tornou o primeiro dono de um violino feito por Antonio Stradivari.

Ele se mudou para Praga por um curto período de tempo, e depois retornou a Pádua, onde abriu uma escola de violino, que atraiu estudantes de toda a Europa. Gradualmente, Tartini foi se interessando pela teoria de harmonia e acústica, e, de 1750 até o fim da vida, publicou vários tratados. Tartini morreu em 1770 em Pádua, onde foi também enterrado. Ele nos deixou um tremendo opus de 130 concertos e mais de 170 sonatas para violino. Seu trabalho principal foi a sonata O Trilo do Diabo, que conforme reza a lenda, foi tocada pelo próprio diabo para Tartini num sonho. Assim que Tartini acordou, escreveu as notas para que não as esquecesse.

Se você tiver a sorte de estar em Piran durante alguma temporada de concertos com esta obra famosa e complexa, não hesite em comprar bilhetes. Caso contrário, basta aproveitar um bom passeio pela praça central rodeada de vilas venezianas que carregam o nome de Tartini.

Como Piran é realmente uma das maiores belezas da Eslovênia e uma cidade que não se pode deixar de visitar, ela está presente na maioria de nossos itinerários. Dê uma olhada e escolha o que você preferir.  

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Liubliana, a capital verde da Europa

2016 é um ano muito especial para Liubliana. Essa pequena capital no coração da Europa recebeu o título de Capital Verde Europeia. Este reconhecimento especial é dado anualmente pela Comissão Europeia, a fim da estimular a melhoria do meio ambiente pelas autoridades locais e seu alto grau de comprometimento com progresso genuíno. Liubliana é a sétima cidade europeia a receber este título após vencer outros finalistas: Essen na Alemanha, Nijmengen na Holanda, Oslo na Noruega e Umeå na Suécia. Esta honra é mais que merecida, visto que a cidade vivenciou uma grande transformação nos anos recentes. A parte histórica, que antes era dominada pelo tráfego de carros, foi transformada em uma agradável área de pedestres e ciclistas. A medida mais significativa tomada pelas autoridades locais talvez tenha sido a modificação no regime de tráfego na via principal da Av. Slovenska, no centro da cidade. Houve progresso também na preservação e proteção das áreas verdes, que caracterizam boa parte da cidade. Bastante atenção foi dedicada ao tratamento de lixo e água residual, sem contar o fato de que a cidade está empenhada em atingir o objetivo do desperdício zero.


Todos esses avanços tornam Liubliana uma cidade extremamente habitável e ainda mais atraente para os visitantes. O número de turistas esteve em alta durante todo o ano passado. Esse recorde pode ser quebrado este ano, pois pessoas do mundo todo virão aqui ver como é a vida na cidade mais verde da Europa.

terça-feira, 19 de julho de 2016

Conheça o Peixe Humano

O proteus é um animal de aparência esquisita que habita as cavernas cársticas da Eslovênia e da Croácia. Séculos atrás, acreditava-se que esses pequenos animais fossem filhotes de dragões – o que não seria de se espantar, afinal o submundo dinâmico da região cárstica vem há tempos instigando nossas imaginações. Diversas criaturas supostamente viviam nas cavernas do mundo dinárico, incluindo elfos e gnomos. A maioria dessas criaturas são invenções de nossas mentes, porém o proteus existe de verdade. E você pode conhecê-lo na caverna de Postojna, a atração mais popular da Eslovênia.


A cor de sua pele é similar à pele de pessoas brancas, por isso, o proteus é comumente chamado de “Peixe Humano”, especialmente pelos locais. Tenha em mente que os proteus não são peixes nem de dragões, mas sim salamandras aquáticas muito tímidas, que não gostam de luz nem de barulho.
Graças a sua adaptação ao habitat na caverna, são completamente cegos e não têm pigmentação. Por outro lado, desenvolveram um bom olfato e uma boa audição, portanto, tente permanecer em silêncio ao observá-los. Eles são bastante vulneráveis e qualquer mudança climática pode afetá-los. O proteus foi incluído na lista de animais em extinção da Eslovênia, não só por questões ambientais, mas também porque colecionadores os retiram de seu habitat natural. 

Depois do seu passeio pela caverna de Postojna, você pode ficar com sede. Recomendamos um copo gelado de cerveja ale batizada de The Human Fish, produzida na Eslovênia. Você pode encontrá-la em diversos bares ou na cervejaria de Vrhnika – uma cidade convenientemente localizada entre Postojna e Liubliana.

Reserve seu vôo e sua viagem de carro e visite você mesmo os proteus.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Triglav – o topo da Eslovênia

Diz-se que você não é um verdadeiro esloveno ate você subir Triglav, a montanha mais alta da Eslpovênia e de todos os Alpes Julianos.
O nome pode ser traduzido como »Três Cabeças« por causa dos seus três picos, o pico do meio sendo o mais alto com 2.864m. Desde a Segunda Guerra Mundial, quando a imagem estilizada de Triglav foi usada pelas forças de libertação, três picos tornaram-se um símbolo indiscutível da nação eslovena e, hoje pode ser encontrado na bandeira e emblemas de muitas organizações culturais e desportivas nacionais.

A montanha foi conquistada pela primeira vez em 1778 por quatro homens locais de Bohinj, mas demorou quase um século antes da primeira mulher chegar ao topo, em 1870. Desde então, o número de visitantes foi subindo de forma constante e Triglav  tornou-se mais e mais popular entre os montanhistas locais e até mesmo austríacos e alemães.
Em 1887, o município de Dovje vendeu o topo de Triglav ao vigário paroquial Jakob Aljaž  para apenas um goldinar. Nesses tempos, este valia cerca de quatro garrafas de água mineral. Mais tarde, Jakob Aljaž decidiu colocar uma pequena torre no topo da montanha que lhe custou outros 300 goldinars. Levou seis homens para subir todas as peças ao topo em uma semana. A torre que expõe o nome de Jakob Aljaž está no topo desde o dia 7 de Agosto de 1895 e, tornou-se um símbolo nacional forte junto com a própria montanha.
Em 1981, foi estabelecido o Parque Nacional Triglav, cobrindo a área de 880 quilômetros quadrados ao redor do monte Triglav. Sendo o único parque nacional da Eslovênia, é um grande ímã turístico para os caminhantes e outros amantes da natureza de todo o mundo. Interessado em caminhadasnas belas paisagens alpinas? Dê uma olhada em nossos passeios populares.

foto: J.S.Portero